Acrónimo

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Acrónimo (português europeu) ou acrônimo (português brasileiro), ou sigla, é uma palavra formada pelas letras ou sílabas iniciais de palavras sucessivas de uma locução, ou pela maioria destas partes.

A palavra acrónimo deriva do grego: άκρος (ákros), "extremo" + ὀνομα (onoma), "nome". Os acrónimos são especialmente úteis nas telecomunicações, uma vez que permitem condensar várias palavras em poucas letras, poupando largura de banda e, em alguns casos, dinheiro.

Diferença entre acrónimo e sigla

Tantos os acrónimos como as siglas são palavras formadas por letras ou sílabas iniciais, no entanto:

  • A sigla é pronunciada segundo a designação de cada letra, como no caso de CCB (Centro Cultural de Belém), pronunciado "cê" "cê" "bê"; porém há um convencionamento que vem se dando de que quando soletradas as letras que formam a sigla, esta seja denominada de 'sigloide' e quando tratadas como vocábulo, pronunciadas silabicamente como uma palavra qualquer da língua, que esse tipo de sigla receba a denominação de 'siglema', equivalendo dessa forma um siglema a um acrônimo.[1]
  • O acrónimo é pronunciado como uma palavra só, respeitando a estrutura silábica da língua,[2] como no caso de MUDE (Museu do Design), pronunciado "mude".

História

Os acrónimos são um fenómeno relativamente recente, assumindo popularidade apenas no século XX

No entanto, existem exemplos mais antigos. Os primeiros cristãos em Roma usavam um peixe como símbolo de Jesus em parte devido a um acrónimo: "peixe" em grego escreve-se ἰχθύς (em maiúsculas ΙΧΘΥΣ, ichthus), cujo significado é tomado por ᾿Ιησοῦς Χριστὸς Θεοῦ Υἱὸς Σωτήρ (Iēsous Christos Theou Huios Sōtēr), "Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador". Vestígios desta interpretação datam do século II e III e encontram-se preservadas em Roma. Também o uso de acrónimos é comum no hebraico desde a Idade Média, com exemplos como רמב״ם (Rambam) para רבי משה בן מימון (Rabbi Moshe ben Maimon) e תנ״ך (Tanakh) para תורה (Torah, Lei), נביאים (Nevi'im, Profetas) e כתובים (Ketuvim, Escritos).

Os acrónimos ocorrem frequentemente em linguagem técnica ou como abreviaturas de nomes de organizações, uma vez que permitem abreviar termos extensos frequentemente referenciados. Os militares e agências governamentais empregam frequentemente acrónimos. Algumas pessoas partilham da opinião que os acrónimos são utilizados para codificar mensagens.

Exemplos

  • Pronunciadas como uma palavra, contendo apenas iniciais:
    • NASA: National Aeronautics and Space Administration
    • OSI: Open Systems Interconnection
    • OTAN: Organização do Tratado do Atlântico Norte
    • SIDA: Síndrome de Imuno-Deficiência Adquirida
  • Pronunciadas como uma palavra, contendo várias letras de cada palavra:
    • Gestapo: Geheime Staatspolizei
    • Interpol: International Police
    • Hamas: Harakat al-Muqawamah al-Islamiyyah
  • Pronunciadas como uma combinação de nome de letra e uma palavra:
    • JPEG: Joint Photographic Experts Group
Pronúncia: "Jota PEG"
  • Pronunciadas unicamente como nomes de letras:
    • HTTP: HyperText Transfer Protocol
Pronúncia: "Agá Tê Tê Pê"
  • Pronunciadas como nomes de letras com atalhos:
    • IEEE: Institute of Electrical and Electronics Engineers
Pronúncia: "I três E"
  • Pronunciadas como nomes próprios:
    • TWAIN: Toolkit Without An Interesting Name

Acrónimo recursivo

Ver artigo principal: Acrônimo recursivo

Acrônimos recursivos são acrônimos onde a expansão inclui o próprio termo, como na definição de funções recursivas.

Alguns casos típicos:

  • GNU is Not UNIX
  • PINE Is Not Elm
  • PHP: Hypertext Pre-processor (Originalmente, Personal Home Page)
  • WINE Is Not an Emulator
  • LAME Ain´t an Mp3 Encoder
  • XNA's Not Acronymed

Geralmente, são expansões humorísticas ou depreciativas.

Referências

  1. {{#invoke:Citar web|web}}
  2. {{#invoke:Citar web|web}}

Ver também

Ligações externas