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	<title>Iluminismo - Histórico de revisões</title>
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		<title>Calimero0000: Criou nova página com &#039;{{História da filosofia ocidental}} O &#039;&#039;&#039;Iluminismo&#039;&#039;&#039;  ou &#039;&#039;&#039;Esclarecimento&#039;&#039;&#039; foi um movimento cultural da elite intelectual europeia do sécu...&#039;</title>
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		<updated>2013-06-11T14:50:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou nova página com &amp;#039;{{História da filosofia ocidental}} O &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Iluminismo&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;  ou &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Esclarecimento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; foi um &lt;a href=&quot;/index.php?title=Movimento_cultural&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; class=&quot;new&quot; title=&quot;Movimento cultural (página não existe)&quot;&gt;movimento cultural&lt;/a&gt; da &lt;a href=&quot;/index.php?title=Elite&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; class=&quot;new&quot; title=&quot;Elite (página não existe)&quot;&gt;elite&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;/index.php?title=Intelectual&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; class=&quot;new&quot; title=&quot;Intelectual (página não existe)&quot;&gt;intelectual&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;/index.php?title=Europa&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; class=&quot;new&quot; title=&quot;Europa (página não existe)&quot;&gt;europeia&lt;/a&gt; do sécu...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;{{História da filosofia ocidental}}&lt;br /&gt;
O &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Iluminismo&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;  ou &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Esclarecimento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; foi um [[movimento cultural]] da [[elite]] [[intelectual]] [[Europa|europeia]] do [[século XVIII]]  que procurou  mobilizar o poder da [[razão]], a fim de reformar a [[sociedade]] e o conhecimento herdado da tradição medieval. Promoveu o intercâmbio intelectual e foi contra a intolerância e os abusos da [[Igreja]] e do [[Estado]]. Originário do período compreendido entre os anos de 1650 e 1700, o Iluminismo foi despertado pelos filósofos [[Baruch Spinoza]] (1632-1677), [[John Locke]] (1632-1704), [[Pierre Bayle]] (1647-1706) e pelo matemático [[Isaac Newton]] (1643-1727). Príncipes reinantes, muitas vezes apoiaram e fomentaram figuras do Iluminismo e até mesmo tentaram aplicar as suas ideias de [[governo]]. O Iluminismo floresceu até cerca de 1790-1800, após o qual a ênfase na razão deu lugar ao ênfase do [[romantismo]] na [[emoção]] e um movimento [[Contra-Iluminismo]] ganhou força.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O centro do Iluminismo foi a [[França]], onde foi baseado nos salões e culminou com a grande &amp;#039;&amp;#039;[[Encyclopédie]]&amp;#039;&amp;#039; (1751-1772) editada por [[Denis Diderot]] (1713-1784)e Jean Le Rond d&amp;#039;Alembert com contribuições de centenas de líderes filosóficos (intelectuais), tais como [[Voltaire]] (1694 -1778) e [[Montesquieu]] (1689-1755). Cerca de 25.000 cópias do conjunto de 35 volumes foram vendidos, metade deles fora da França. As novas forças intelectuais se espalharam para os centros urbanos em toda a Europa, nomeadamente [[Inglaterra]], [[Escócia]], os estados alemães, [[Países Baixos]], [[Rússia]], [[Itália]], [[Áustria]] e [[Espanha]], em seguida, saltou o [[Oceano Atlântico|Atlântico]] em [[Colonialismo|colônias europeias]], onde influenciou [[Benjamin Franklin]] e [[Thomas Jefferson]], entre muitos outros, e desempenhou um papel importante na [[Revolução Americana]]. Os ideais políticos influenciaram a [[Declaração de Independência dos Estados Unidos]], a [[Carta dos Direitos dos Estados Unidos]], a [[Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão|Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão]] e a [[Constituição Polonesa de 3 de maio de 1791|Constituição Polaco-Lituana de 3 de maio de 1791]].&amp;lt;ref&amp;gt;Robert R. Palmer, &amp;#039;&amp;#039;The Age of the Democratic Revolution&amp;#039;&amp;#039; (1964)&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Definição ==&lt;br /&gt;
[[Imagem:Immanuel Kant (painted portrait).jpg|thumb|180px|esquerda|[[Immanuel Kant]].]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda que importantes contemporâneos venham ressaltando as origens do Iluminismo no [[século XVII]] tardio,&amp;lt;ref&amp;gt;Israel, Jonathan (2003). Radical Enlightenment: Philosophy and the Making of Modernity, 1650-1750. (ISBN 0-19-820608-9 hardback, ISBN 0-19-925456-7)&amp;lt;/ref&amp;gt; não há consenso abrangente quanto à datação do início da era do Iluminismo. Boa parte dos acadêmicos simplesmente utilizam o início do século XVIII como marco de referência, aproveitando a já consolidada denominação &amp;#039;&amp;#039;Século das Luzes&amp;#039;&amp;#039; .&amp;lt;ref&amp;gt;{{Citar web | url = http://www.wsu.edu/~dee/ENLIGHT/PREPHIL.HTM |obra= |titulo= The European Enlightenment |língua=inglês| autor = Hooker, Richard |publicado= |data= 1996 | acessodata = 18 de janeiro de 2008}}&amp;lt;/ref&amp;gt; O término do período é, por sua vez, habitualmente assinalado em coincidência com o início das [[Guerras Napoleônicas]] (1804-1815).&amp;lt;ref&amp;gt;{{Citar web | url = http://www.martinfrost.ws/htmlfiles/enlightenment_age.html |obra= |titulo= The Age of Enlightenment |língua=inglês| autor = Frost, Martin |publicado= |data= 2008 | acessodata = 18 de janeiro de 2008}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;Iluminismo&amp;#039;&amp;#039; é um conceito que sintetiza diversas tradições filosóficas, sociais, políticas,correntes intelectuais e atitudes religiosas. Pode-se falar mesmo em diversos &amp;#039;&amp;#039;micro-iluminismos&amp;#039;&amp;#039;, diferenciando especificidades temporais, regionais e de matiz religioso, como nos casos de &amp;#039;&amp;#039;Iluminismo tardio&amp;#039;&amp;#039;, &amp;#039;&amp;#039;[[Iluminismo escocês]]&amp;#039;&amp;#039; e &amp;#039;&amp;#039;Iluminismo católico&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &amp;#039;&amp;#039;Iluminismo&amp;#039;&amp;#039; é, para sintetizar, uma atitude geral de pensamento e de ação. Os iluministas admitiam que os seres humanos estão em condição de tornar este mundo um mundo melhor - mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do engajamento político-social.&amp;lt;ref&amp;gt;Reill, Peter Hanns (2004) &amp;quot;Introduction&amp;quot;. In: Encyclopedia of the Enlightenment. Editada por Peter Reill and Ellen Wilson. New York: Facts on File, pp. x-xi ISBN 0-8160-5335-9&amp;lt;/ref&amp;gt; [[Immanuel Kant]] como resposta à questão &amp;#039;&amp;#039;O que é o Iluminismo?&amp;#039;&amp;#039;, descreveu de maneira lapidar a mencionada atitude:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::&amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do Iluminismo&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;.&amp;lt;ref&amp;gt;Kant, Immanuel (1784). [http://de.wikisource.org/wiki/Beantwortung_der_Frage:_Was_ist_Aufkl%C3%A4rung Beantwortung der Frage : Was ist Aufklärung ]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== As fases do Iluminismo ==&lt;br /&gt;
[[Imagem:Encyclopedie frontispice full 473px.jpg|thumb|upright|Frontispício da [[Encyclopédie]] ([[1772]]), desenhado por Charles-Nicolas Cochin e gravado por Bonaventure-Louis Prévost. Esta obra está carregada de simbolismo: a figura do centro representa a verdade – rodeada por luz intensa (o símbolo central do iluminismo). Duas outras figuras à direita, a razão e a filosofia, estão a retirar o manto sobre a verdade.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os pensadores iluministas tinham como ideal a extensão dos princípios do conhecimento crítico a todos os campos do mundo humano.&amp;lt;ref&amp;gt;{{Citar web | url =http://history-world.org/age_of_enlightenment.htm |publicado=History-world.org |titulo = The Age of Enlightenment |língua=inglês| autor = Hackett, Louis | data = 1992 | acessodata = 18 de janeiro de 2008}}&amp;lt;/ref&amp;gt; Supunham poder contribuir para o progresso da humanidade e para a superação dos resíduos de tirania e superstição que creditavam ao legado da [[Idade Média]]. A maior parte dos iluministas associava ainda o ideal de conhecimento crítico à tarefa do melhoramento do estado e da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso do termo Iluminismo na forma singular justifica-se, contudo, dadas certas tendências gerais comuns a todos os iluminismos, nomeadamente, a ênfase nas ideias de progresso e perfectibilidade humana, assim como a defesa do conhecimento racional como meio para a superação de preconceitos e ideologias tradicionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre o final do século XVII e a primeira metade do século XVIII, a principal influência sobre a filosofia do iluminismo proveio das concepções [[mecanicismo|mecanicistas]] da natureza que haviam surgido na sequência da chamada [[Revolução Científica|revolução científica do século XVII]]. Neste contexto, o mais influente dos cientistas e filósofos da natureza foi então o físico [[Inglaterra|inglês]] [[Isaac Newton]]. Em geral, pode-se afirmar que a primeira fase do Iluminismo foi marcada por tentativas de importação do modelo de estudo dos fenômenos físicos para a compreensão dos fenômenos humanos e culturais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, a partir da segunda metade do século XVIII, muitos pensadores iluministas passaram a afastar-se das premissas mecanicistas legadas pelas teorias físicas do século XVII, aproximando-se então das teorias [[vitalismo|vitalistas]] que eram desenvolvidas pelas nascentes [[história da biologia|ciências da vida]].&amp;lt;ref&amp;gt;Reill, Peter (1986). “Science and the Science of History in the Spätaufklärung”. In: Aufklärung und Geschichte. Studien zur deutschen Geschichtswissenschaft im 18. Jahrhundert. Organizado por Hans Erich Bödecker et alli. Göttingen: Vanderhoeck &amp;amp; Ruprecht, pp. 430-449.&amp;lt;/ref&amp;gt; Boa parte das teorias sociais e das filosofias da história desenvolvidas na segunda metade do século XVIII, por autores como [[Denis Diderot]] e [[Johann Gottfried von Herder]], entre muitos outros, foram fortemente inspiradas pela obra de naturalistas tais como [[Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon|Buffon]] e [[Johann Friedrich Blumenbach]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Os Iluminismos Regionais ==&lt;br /&gt;
{{Sem-fontes|data=junho de 2009}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Alemanha ===&lt;br /&gt;
No espaço cultural Alemão, um dos traços distintivos do Iluminismo (&amp;#039;&amp;#039;Aufklärung&amp;#039;&amp;#039;) é a inexistência do sentimento anticlerical que, por exemplo, deu a tônica ao Iluminismo francês. Os iluministas alemães possuíam, quase todos, profundo interesse e sensibilidade religiosas, e almejavam uma reformulação das formas de religiosidade. O nome mais conhecido da &amp;#039;&amp;#039;Aufklärung&amp;#039;&amp;#039; foi Immanuel Kant. Outros importantes expoentes do iluminismo alemão foram: [[Johann Gottfried von Herder]], [[Gotthold Ephraim Lessing]], [[Moses Mendelssohn]], entre outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Escócia ===&lt;br /&gt;
[[Imagem:David Hume.jpg|thumb|150px|[[David Hume]], retratado por [[Allan Ramsey]], 1766.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A [[Escócia]], curiosamente um dos países mais pobres e remotos da Europa ocidental no século XVIII, foi um dos mais importantes espaços de produção de ideias associadas ao Iluminismo. [[Empirismo]] e [[pragmatismo]] foram as tendências mais marcantes do [[Iluminismo Escocês]]. Dentre os seus mais importantes expoentes destacam-se, entre outros: [[Adam Ferguson]], [[David Hume]], [[Francis Hutcheson]], [[Thomas Reid]], [[Adam Smith]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Estados Unidos ===&lt;br /&gt;
Nas colônias britânicas que formariam os futuros [[História dos Estados Unidos da América (1754-1783)|Estados Unidos da América]], os ideais iluministas chegaram por importação da metrópole, mas tenderam a ser redesenhados com contornos religiosos e politicamente mais radicais. Ideias iluministas exerceram uma enorme influência sobre o pensamento e prática política dos chamados &amp;#039;&amp;#039;founding fathers&amp;#039;&amp;#039; (pais fundadores) dos Estados Unidos, entre eles:[[John Adams]], [[Samuel Adams]], [[Benjamin Franklin]], [[Thomas Jefferson]], [[Alexander Hamilton]] e [[James Madison]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== França ===&lt;br /&gt;
[[Imagem:Voltaire.jpg|thumb|150px|[[Voltaire]], retratado por [[Nicolas de Largillière]], 1718.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na França, país de tradição católica, mas onde as correntes protestantes, nomeadamente os [[huguenotes]], também desempenharam um papel dinamizador, havia uma tensão crescente entre as estruturas políticas conservadoras e os pensadores iluministas. [[Jean-Jacques_Rousseau|Rousseau]], por exemplo, originário de uma família [[huguenote]] e colaborador da [[Encyclopédie]], foi perseguido e obrigado a exilar-se na Inglaterra. O conflito entre uma sociedade [[feudalismo|feudal]] e católica e as novas forças de pendor protestante e mercantil, irá culminar na [[Revolução Francesa]]. [[Madame de Staël]], com o seu salão literário, onde avultam grandes nomes da vida cultural e política francesa, será uma grande referência. [[Voltaire]] é retratado como um dos maiores filósofos iluministas da história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Inglaterra ===&lt;br /&gt;
Na [[Inglaterra]], a influência católica havia sido definitivamente afastada do poder político em [[1688]], com a [[Revolução Gloriosa]]. A partir de então, nenhum católico voltaria a subir ao trono - embora a [[Igreja da Inglaterra]] tenha permanecido bastante próxima do Catolicismo em termos doutrinários e de organização interna. Sem o controle que a [[Igreja Católica]] exercia em outras sociedades, a exemplo da [[Espanha|espanhola]] ou a [[Portugal|portuguesa]], é no [[Reino Unido]] que figuras como [[John Locke]] e [[Edward Gibbon]] dispõem da liberdade de expressão necessária ao desenvolvimento de suas ideias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Espaço luso-brasileiro ===&lt;br /&gt;
Em [[Portugal]], uma figura marcante desta época foi o [[Sebastião José de Carvalho e Melo|Marquês de Pombal]]. Tendo sido embaixador em [[Londres]] durante 7 anos (1738-1745), o primeiro-ministro de Portugal ali teria recolhido as referências que marcaram a sua orientação como primeiro responsável político em Portugal. O Marquês de Pombal foi um marco na história portuguesa, contrariando o legado histórico feudal e tentando por todos os meios aproximar Portugal do modelo da sociedade inglesa. Entretanto, Portugal mostrara-se por vezes hostil à influência daqueles que em Portugal eram chamados pejorativamente de [[estrangeirado]]s - fato pretensamente relacionado à influência Católica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas colônias americanas do [[Império Português]], foi notável a influência de ideais iluministas sobre os escritos econômicos tanto de [[Azeredo Coutinho|José de Azeredo Coutinho]] quanto de [[José da Silva Lisboa]]. Também se podem considerar como &amp;quot;iluministas&amp;quot; diversos dos intelectuais que participaram de revoltas anticoloniais no final do século XVIII, tais como [[Cláudio Manoel da Costa]] e [[Tomás Antônio Gonzaga]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Crítica ao Mercantilismo ==&lt;br /&gt;
Toda a estrutura política e social do absolutismo foi violentamente atacada pela revolução intelectual do Iluminismo. O [[mercantilismo]], doutrina econômica típica da época, também foi condenado e novas propostas, mais condizentes com a nova realidade do capitalismo, foram teorizadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os primeiros contestadores do mercantilismo foram os [[fisiocratas]]. Para os fisiocratas, a riqueza viria da natureza, ou seja, da agricultura, da mineração e da pecuária. O comércio era considerado uma atividade estéril, já que não passava de uma troca de riquezas. Outro aspecto da fisiocracia contrariava o mercantilismo: os fisiocratas eram contrários à intervenção do Estado na economia. Esta seria regida por leis naturais, que deveriam agir livremente. A frase que melhor define o pensamento fisiocrata é: &amp;#039;&amp;#039;Laissez faire, laissez passer&amp;#039;&amp;#039; (Deixai fazer, deixai passar).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fisiocracia influenciou pensadores como Adam Smith, pai da [[economia clássica]]. A economia política como ciência autônoma não existia naquela época. O pensamento econômico era fruto do trabalho assistemático de intelectuais, que ocasionalmente se interessavam pelo problema: um dos principais teóricos da escola fisiocrata era um médico, François Quesnay.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Impacto ==&lt;br /&gt;
[[Imagem:Declaration of Human Rights.jpg|thumb|upright|[[Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão]], [[França]], 1789, um dos muitos documentos políticos produzidos no [[século XVIII]] sob a inspiração do ideário iluminista.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &amp;#039;&amp;#039;Iluminismo&amp;#039;&amp;#039; exerceu vasta influência sobre a vida política e intelectual da maior parte dos países [[Ocidente|ocidentais]]. A época do Iluminismo foi marcada por transformações políticas tais como a criação e consolidação de [[Estado-nação|estados-nação]], a expansão de [[direitos civis]] e a redução da influência de instituições hierárquicas como a [[nobreza]] e a igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Iluminismo forneceu boa parte do fermento intelectual de eventos políticos que se revelariam de extrema importância para a constituição do mundo moderno, tais como a [[Revolução Francesa]], a [[Constituição polaca de 1791]], a [[Revolução Dezembrista]] na Rússia em 1825, o movimento de independência na [[Grécia]] e nos [[Balcãs]], bem como, naturalmente, os diversos movimentos de emancipação nacional ocorridos no [[América|continente americano]] a partir de [[1776]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitos autores associam ao ideário iluminista o surgimento das principais correntes de pensamento que caracterizariam o século XIX, a saber, [[liberalismo]], [[socialismo]], e [[social-democracia]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Iluministas notáveis (ordenados por ano de nascimento) ==&lt;br /&gt;
[[Imagem:ENC 1-NA5 600px.jpeg|thumb|esquerda|150px]]&lt;br /&gt;
* [[Bento de Espinosa]] (1632–1677), filósofo holandês, com ascendência judaica portuguesa. É considerado o precursor das correntes mais radicais do pensamento iluminista. Escrito mais importante: &amp;#039;&amp;#039;Ética&amp;#039;&amp;#039; (1677).&lt;br /&gt;
* [[John Locke]] (1632 - 1704), filósofo inglês. Ele negava a ideia de que Deus determinava o destino dos homens e afirmava que era a sociedade que os moldava para o bem ou para o mal.&amp;lt;ref name=&amp;quot;THV&amp;quot;&amp;gt;História Integrada - do fim do Antigo Regime à industrialização e ao imperialismo. Volume 3, páginas 17 a 21.&amp;lt;/ref&amp;gt; Escritos mais importantes: &amp;#039;&amp;#039;Ensaio sobre o entendimento humano&amp;#039;&amp;#039; (1689); &amp;#039;&amp;#039;Dois tratados sobre governo&amp;#039;&amp;#039; (1689).&lt;br /&gt;
* [[Montesquieu]] (Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède e de Montesquieu) (1689-1755), filósofo francês. Defendia a ideia de que o governo deveria ser exercido por três poderes independentes (Legislativo, Executivo e Judiciario), a qual exerceu importante influência sobre diversos textos constitucionais modernos e contemporâneos.&amp;lt;ref name=&amp;quot;THV&amp;quot; /&amp;gt; Escrito mais importante: &amp;#039;&amp;#039;Do Espírito das Leis&amp;#039;&amp;#039; (1748).&lt;br /&gt;
* [[Voltaire]] (pseudónimo de François-Marie Arouet) (1694-1778), defendia a existência de um monarca absoluto, desde que cultuasse a ciência e estivesse aberto às reformas propostas pelos filósofos iluministas. Filósofo francês, era [[Anticlericalismo|anticlericalista]] (acreditava que para chegar a Deus não era preciso a igreja, e sim a razão). Notabilizou-se pela sua oposição ao pensamento religioso e pela defesa da liberdade intelectual. Escritos mais importantes: &amp;#039;&amp;#039;Ensaio sobre os costumes&amp;#039;&amp;#039; (1756); &amp;#039;&amp;#039;Dicionário Filosófico&amp;#039;&amp;#039; (1764) e &amp;#039;&amp;#039;Cartas Inglesas&amp;#039;&amp;#039; (1734).&amp;lt;ref name=&amp;quot;THV&amp;quot; /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* [[Benjamin Franklin]] (1706-1790), político, cientista e filósofo estadunidense. Participou ativamente dos eventos que levaram à [[independência dos Estados Unidos]] e da elaboração da constituição de [[1787]].&lt;br /&gt;
* [[Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon|Buffon]] (Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon) (1707-1788), naturalista francês. A sua principal obra, &amp;#039;&amp;#039;A história natural, geral e particular&amp;#039;&amp;#039; (1749–1778; 36 volumes), exerceu capital influência sobre as concepções de natureza e história dos autores do Iluminismo tardio.&lt;br /&gt;
* [[David Hume]] (1711-1776), filósofo e historiador escocês.&lt;br /&gt;
* [[Jean-Jacques Rousseau]] (1712-1778), filósofo suiço. Era favorável à participação do povo na vida pública, por meio da eleição de seus representantes políticos. Defendia a necessidade de reformas sociais, e criticava a nobreza e a burguesia. Escrito mais importante: &amp;#039;&amp;#039;[[Do Contrato Social]]&amp;#039;&amp;#039;.&amp;lt;ref name=&amp;quot;THV&amp;quot; /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Imagem:Louis-Michel van Loo 001.jpg|thumb|direita|150px|Denis Diderot, retratado por [[Louis-Michel van Loo]], 1767.]]&lt;br /&gt;
* [[Denis Diderot]] (1713-1784), filósofo francês. Elaborou juntamente com D&amp;#039;Alembert a &amp;quot;Enciclopédia ou Dicionário racional das ciências, das artes e dos ofícios&amp;quot;, composta de 33 volumes, com o propósito de sintetizar os principais conhecimentos acumulados pela humanidade, nas diversas áreas do saber. Essa obra foi publicada pela primeira vez na França (1751 e 1772) e tornou-se o principal veículo de divulgação de suas ideias na época.&amp;lt;ref name=&amp;quot;THV&amp;quot; /&amp;gt; Também se dedicou à teoria da literatura e à ética trabalhista.&lt;br /&gt;
* [[Adam Smith]] (1723-1790), economista e filósofo escocês. O seu escrito mais famoso é [[A Riqueza das Nações]] em que ele propunha o fim dos monopólios e da política mercantilista.&amp;lt;ref name=&amp;quot;THV&amp;quot; /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* [[Immanuel Kant]] (1724-1804), filósofo alemão. Fundamentou sistematicamente a filosofia crítica, tendo realizado investigações também no campo da física teórica e da filosofia moral.&lt;br /&gt;
* [[Gotthold Ephraim Lessing]] (1729–1781), dramaturgo e filósofo alemão. É um dos principais nomes do teatro alemão na época moderna. Nos seus escritos sobre filosofia e religião, defendeu que os fiéis cristãos deveriam ter o direito à liberdade de pensamento.&lt;br /&gt;
* [[Edward Gibbon]] (1737–1794), historiador inglês.&lt;br /&gt;
* [[Benjamin Constant (pensador)|Benjamin Constant]] (1767–1830), político, filósofo e escritor de nacionalidade franco-suíça. Um dos pioneiros do Liberalismo, amigo pessoal de [[Madame de Staël]] e aluno de [[Adam Smith]] e [[David Hume]] na Escócia. Constant foi imensamente influenciado pelo Iluminismo Escocês, tanto em seu trabalho sobre Religião, quanto em seus ideais de liberdade individual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{referências}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ligações externas ==&lt;br /&gt;
* [http://1libertaire.free.fr/MFoucault260.html Qu&amp;#039;est-ce que les Lumières ?] Por [[Michel Foucault]] {{fr}}. &lt;br /&gt;
[[Categoria:Iluminismo| ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Link FA|ka}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Calimero0000</name></author>
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