<?xml version="1.0"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt">
	<id>https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Hist%C3%B3ria_da_tabela_peri%C3%B3dica</id>
	<title>História da tabela periódica - Histórico de revisões</title>
	<link rel="self" type="application/atom+xml" href="https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Hist%C3%B3ria_da_tabela_peri%C3%B3dica"/>
	<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?title=Hist%C3%B3ria_da_tabela_peri%C3%B3dica&amp;action=history"/>
	<updated>2026-07-25T23:15:54Z</updated>
	<subtitle>Histórico de edições para esta página nesta wiki</subtitle>
	<generator>MediaWiki 1.40.1</generator>
	<entry>
		<id>https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?title=Hist%C3%B3ria_da_tabela_peri%C3%B3dica&amp;diff=9351&amp;oldid=prev</id>
		<title>Calimero0000: Criou nova página com &#039;Tabela proposta por Mendeleev em 1869. A &#039;&#039;&#039;história da tabela periódica&#039;&#039;&#039; começa em 1817 com a &quot;lei ...&#039;</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?title=Hist%C3%B3ria_da_tabela_peri%C3%B3dica&amp;diff=9351&amp;oldid=prev"/>
		<updated>2014-04-02T10:21:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou nova página com &amp;#039;&lt;a href=&quot;/index.php/Ficheiro:Mendeleev%27s_1869_periodic_table.png&quot; title=&quot;Ficheiro:Mendeleev&amp;#039;s 1869 periodic table.png&quot;&gt;direita|thumb|Tabela proposta por Mendeleev em 1869.&lt;/a&gt; A &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;história da &lt;a href=&quot;/index.php/Tabela_peri%C3%B3dica&quot; title=&quot;Tabela periódica&quot;&gt;tabela periódica&lt;/a&gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; começa em 1817 com a &amp;quot;lei ...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;[[Imagem:Mendeleev&amp;#039;s 1869 periodic table.png|direita|thumb|Tabela proposta por Mendeleev em 1869.]]&lt;br /&gt;
A &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;história da [[tabela periódica]]&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; começa em 1817 com a &amp;quot;lei das tríades&amp;quot; de [[Johann Wolfgang Döbereiner]] e termina com a disposição sistemática de [[Dmitri Mendeleev]] e [[Lothar Meyer]] dos elementos químicos demonstrando a periodicidade dos mesmos em uma tabela organizada. Teorias para explicar a matéria foram elaboradas pelos filósofos gregos ainda na Antiguidade, pelo qual postulava-se que toda a matéria era formada a partir de quatro elementos que poderiam ser transformados um no outro, conceito explorado pela [[alquimia]]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da separação da [[alquimia]] da [[química]] no século XVI, e posteriormente o trabalho de [[Antoine Lavoisier]] que incluiu a organização de uma lista com os elementos conhecidos até a época, foram iniciados os avanços científicos para definição e compreensão da matéria. Durante os anos seguintes, um grande volume de conhecimento relativo às propriedades dos elementos e seus compostos foram adquiridos pelos químicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o aumento do número de elementos descobertos, os cientistas iniciaram a investigação de modelos para reconhecer as propriedades e desenvolver esquemas de classificação. A primeira tentativa foram as tríades de Döbereiner, grupos de três elementos com propriedades similares, idéia que foi expandida por outros cientistas. O primeiro modelo organizado que contemplava todos os elementos foi o parafuso telúrico de [[Alexandre-Emile Béguyer de Chancourtois|Chancourtois]], porém sua teoria não teve aceitação inicial. [[John Alexander Reina Newlands|Newlands]] e [[William Odling|Odling]] também publicaram tabelas que demonstravam periodicidade, mas sem aceitação acadêmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira tabela a ter aceitação entre os químicos foi elaborada por [[Dmitri Mendeleev]] em 1869, que demonstrava avanços em relação às tentativas de seus antecessores como, por exemplo, a previsão das propriedades de elementos ainda a serem descobertos. [[Lothar Meyer]] também havia publicado uma tabela similar concomitantemente, que posteriormente recebeu reconhecimento científico. Esta versão da tabela de Mendeleev foi aprimorada ao longo do tempo para contemplar os elementos que vieram a ser descobertos até atingir o formato padrão da atualidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Antecedentes ==&lt;br /&gt;
[[Imagem:Tableau des substances simples of Antoine Lavoisier.jpg|thumb|Tabela de substâncias simples de Antoine Lavoisier]]&lt;br /&gt;
As tentativas de organizar a matéria em função de suas propriedades remontam a [[Grécia antiga]], durante o qual filósofos como [[Tales de Mileto]], [[Heráclito]], [[Anaximandro]] e [[Anaximenes]] conjecturavam sobre a divisão da matéria. Tales acreditava que toda matéria provinha da água enquanto Anaximenes, Heráclito e Anaximandro acrescentaram o ar, fogo e o &amp;#039;&amp;#039;[[ápeiron]]&amp;#039;&amp;#039;, respectivamente. O filósofo [[Empédocles]] consolidou tal teoria incluindo a terra e retirando o &amp;#039;&amp;#039;ápeiron&amp;#039;&amp;#039;, formando assim as quatro entidades de elementos que seriam mantidos pelos alquimistas. Posteriormente, [[Platão]], [[Filolau de Crotona|Filolau]] e [[Aristóteles]] viriam a postular a inclusão de um quinto elemento, denominado &amp;#039;&amp;#039;quita essentia&amp;#039;&amp;#039; por Aristóteles e que seria a matéria que constitui os céus. Platão foi o primeiro a postular que cada elemento teria uma forma específica e a possibilidade de transformação de um elemento em outro, conceito que foi empregado na [[alquimia]].&amp;lt;ref name=&amp;quot;Elements&amp;quot;&amp;gt;{{citar periódico|sobrenome=Rouvray|nome=Dennis H.|título=Elements in the history of the Periodic Table|editora=Endeavour|volume=28|edição=2|mes=Junho|ano=2004|páginas= pp. 69-74|id= ISSN 0160-9327|doi=10.1016/j.endeavour.2004.04.006|lang2=en}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=&amp;quot;enciclopedia&amp;quot;&amp;gt;{{citar enciclopédia|título=Encyclopedia of Physical Science and Technology|edição=Terceira edição|ano=2003|páginas=pp. 671-695|autor=N.D. Epiotis, D.K. Henze}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até meados do século XVIII, outros elementos foram postulados como constituintes da matéria. O alquimista árabe [[Geber]] postulou que todos os metais eram constituídos de mercúrio e enxofre e o alquimista medieval [[Paracelso]] postulou o conceito de que o mercúrio, enxofre e o sal seriam princípios presentes em toda a matéria, teoria esta chamada de &amp;#039;&amp;#039;tria prima&amp;#039;&amp;#039;.&amp;lt;ref name=&amp;quot;Elements&amp;quot;/&amp;gt;&amp;lt;ref name=&amp;quot;pt&amp;quot;&amp;gt;{{citar periódico|sobrenome=Tolentino|nome=Mario|coautores=ROCHA-FILHO, Romeu C.; CHAGAS, Aécio Pereira|título=Alguns aspectos históricos da classificação periódica dos elementos químicos|revista=Química Nova|volume=20|edição=1|páginas= pp. 103-117|ano=1997|mes=Fevereiro|id= ISSN 0100-4042|url=http://www.scielo.br/pdf/qn/v20n1/4922.pdf|formato=PDF}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, tais conceitos não tinham fundamentação científica e a partir do desenvolvimento do [[método científico]] começaram a cair em desuso e uma teoria alternativa para explicar a matéria começou a ser analisada. O livro &amp;#039;&amp;#039;[[The Sceptical Chymist]]&amp;#039;&amp;#039; (1661) de [[Robert Boyle]] é considerado um marco na história da química por negar a existência dos elementais como constituintes da matéria e dar início a uma abordagem científica da química ao prover a primeira definição de elemento químico. O livro &amp;#039;&amp;#039;[[Traité Élémentaire de Chimie]]&amp;#039;&amp;#039; (1789) de [[Antoine Lavoisier]] foi o marco seguinte na história da tabela periódica ao publicar uma lista com 33 substâncias elementares, isto é que não podiam ser decompostas em reações químicas, e das quais muitas fazem parte da tabela atual. Lavoisier classificou tais elementos em quatro grupos: substâncias simples, metálicas, não-metálicas e salificáveis ou terrosas.&amp;lt;ref name=&amp;quot;Elements&amp;quot;/&amp;gt;&amp;lt;ref name=&amp;quot;pt&amp;quot;/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a sistematização da [[Lei das proporções definidas]] por [[Joseph Louis Proust]] e [[lei da conservação da massa]] por Lavoisier, foi consolidado o conhecimento que permitiu o avanço da [[teoria atômica]] por [[John Dalton]] que formulou o conceito do átomo como indivisível e imutável e a [[lei das proporções múltiplas]] pela qual os átomos se combinavam numa proporção fixa. Isto permitiu o cálculo da [[massa atômica relativa]] dos átomos e, embora houvesse erros no cálculo de alguns elementos como o oxigênio, permitiu a identificação e relação inequívoca entre os átomos.&amp;lt;ref name=&amp;quot;pt&amp;quot;/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== As primeiras tentativas ==&lt;br /&gt;
[[Imagem:Telluric screw of De Chancourtois.gif|thumb|esquerda|Parafuso telúrico de De Chancourtois.]]&lt;br /&gt;
Em 1817, [[Johann Wolfgang Döbereiner]] observou que muitos elementos podiam ser agrupados em tríades, isto é um grupo de três elementos, baseando-se em suas propriedades químicas.  [[Lítio]], [[Sódio]] e [[Potássio]], por exemplo, foram agrupados juntos como uma tríade de metais reativos frágeis. Döbereiner também observou que, quando arranjados pelo massa atômica relativa, o segundo membro de cada tríade tinha aproximadamente a média do primeiro elemento com o terceiro,&amp;lt;ref name=&amp;quot;Ball100&amp;quot;&amp;gt;Ball, p. 100&amp;lt;/ref&amp;gt; o que ficou conhecido como a [[Johann Wolfgang Döbereiner|Lei das tríades]]. Outras propriedades químicas dos elementos também apresentavam esta particularidade matemática.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite book |last=Horvitz |first=Leslie |title=Eureka!: Scientific Breakthroughs That Changed The World |year=2002 |publisher=John Wiley |location=New York|isbn=978-0-471-23341-1 |oclc=50766822 |page=43}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O químico alemão [[Leopold Gmelin]] trabalhou com este sistema e por volta de 1843 já tinha identificado dez tríades, três grupos de quatro e um grupo de cinco. Os grupos de quatro elementos, denominados tétrades, haviam sido identificados por [[Max Von Pettenkofer]] e o grupo de cinco elementos, denominados pêntadas,  por [[Jean-Baptiste Dumas]] que também publicou um artigo em 1857 descrevendo as várias relações entre os grupos de metais. Embora vários químicos pudessem identificar relações entre pequenos grupos, faltava ainda um esquema que pudesse abranger todos.&amp;lt;ref name=&amp;quot;Ball100&amp;quot;/&amp;gt;&amp;lt;ref name=&amp;quot;Elements&amp;quot;/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1862, o geólogo francês [[Alexandre-Emile Béguyer de Chancourtois]] publicou uma forma de tabela periódica chamada de parafuso telúrico, sendo o primeiro a notar a periodicidade dos elementos. Com este arranjo em espiral ordenados por massa atômica relativa no cilindro, Chancourtois demonstrou que os elementos tinham propriedades similares que pareciam ocorrer em intervalos regulares. Sua demonstração incluía alguns íons e compostos além de elementos. Porém, seu artigo empregava termos geológicos ao invés de químicos e não incluiu um diagrama. Como resultado, recebeu pouca atenção até o trabalho de [[Dmitri Mendeleev]] ser reconhecido.&amp;lt;ref&amp;gt;[http://www.annales.org/archives/x/chancourtois.html Annales des Mines history page].&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1864, o químico alemão [[Julius Lothar Meyer]] publicou uma tabela com 44 elementos arranjados pelo conceito da [[Valência (química)|valência]] que havia sido fundamentado seis anos antes por [[Friedrich August Kekulé von Stradonitz|August Kekulé]].&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite book |last=van Spronsen|first=J. W.|title=The periodic system of chemical elements|year=1969|publisher=Elsevier|location=Amsterdam|isbn=444-40776-6|page=19}}&amp;lt;/ref&amp;gt; Esta tabela demonstrou que os elementos com propriedades similares às vezes compartilhavam a mesma valência.&amp;lt;ref&amp;gt;Venable, pp. 85–86; 97&amp;lt;/ref&amp;gt; Concomitantemente, o químico inglês [[William Odling]] publicou um arranjo de 57 elementos ordenados com base em suas massas atômicas relativas. Apesar de algumas irregularidades e espaços, ele notou que parecia haver uma periodicidade de massas atômicas entre os elementos.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite journal |last=Odling |first=W.|title=On the proportional numbers of the elements|journal=Quarterly Journal of Science|year=2002 |volume=1|pages=642–648 (643)}}&amp;lt;/ref&amp;gt; Odling aludiu a ideia da lei periódica mas não prosseguiu com esta.&amp;lt;ref name=Scerri2011&amp;gt;{{cite book |last=Scerri|first=Eric R.|title=The periodic table: A very short introduction|year=2011|publisher=Oxford University Press|location=Oxford|isbn=978-0199582495}}&amp;lt;/ref&amp;gt; Subsequentemente, ele propôs uma classificação baseada na valência dos elementos.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite book |last=Kaji |first=M. |editor1-first=D. H. |editor1-last=Rouvray |editor2-first=R. Bruce |editor2-last=King |title=The periodic table: Into the 21st Century|publisher=Research Studies Press|year =2004|pages=91–122 (95)|chapter=Discovery of the periodic law: Mendeleev and other researchers on element classification in the 1860s |isbn=0-86380-292-3}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A segunda tentativa ==&lt;br /&gt;
[[Imagem:Newlands periodiska system 1866.png|300px|thumb|direita|Tabela periódica de [[John Alexander Reina Newlands|Newlands]], apresentada em 1866 e baseada na lei das oitavas.]]&lt;br /&gt;
O químico inglês [[John Alexander Reina Newlands|John Newlands]] publicou uma série de artigos entre 1863 e 1866 notando que quando os elementos eram listados em ordem crescente de massa atômica, propriedades físicas e químicas ocorriam em intervalos de oito, o que ele ligou a periodicidade das oitavas na escala musical.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite journal |title = On Relations Among the Equivalents |author = Newlands, John A. R. |journal = Chemical News |volume = 10 |pages = 94–95 |date =20 August 1864 |url =http://web.lemoyne.edu/~giunta/EA/NEWLANDSann.HTML#newlands3}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite journal |title = On the Law of Octaves |author = Newlands, John A. R. |journal = Chemical News |volume = 12 |page = 83 |date = 18 August 1865 |url =http://web.lemoyne.edu/~giunta/EA/NEWLANDSann.HTML#newlands4}}&amp;lt;/ref&amp;gt; Porém estas observações, o qual denominou &amp;quot;Lei das Oitavas&amp;quot;, foi ridicularizada pelos contemporâneos de Newlands em virtude da comparação com a escala musical e a &amp;#039;&amp;#039;Chemical Society&amp;#039;&amp;#039; se recusou a publicar seu trabalho.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite book |last=Bryson|first=Bill |authorlink=Bill Bryson |title=[[A Short History of Nearly Everything]] |publisher=Black Swan|year=2004 |pages=141–142 |isbn=978-0-552-15174-0}}&amp;lt;/ref&amp;gt; Embora a tabela original proposta tivesse algumas falhas e contradições, a &amp;#039;&amp;#039;Royal Society&amp;#039;&amp;#039; somente reconheceu a importância de suas descobertas cinco anos depois de terem publicado o trabalho de Mendeleev, outorgando-lhe a [[Medalha Davy]] por sua contribuição.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite journal |last1=Brock |first1=W. H. |last2=Knight |first3=D. M. |title=The Atomic Debates: &amp;#039;Memorable and Interesting Evenings in the Life of the Chemical Society&amp;#039; |journal=Isis |volume=56 |issue=1 |year=1965 |pages=5–25 |publisher=[[The University of Chicago Press]]}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=&amp;quot;pt&amp;quot;/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra proposta de tabela foi elaborada pelo acadêmico dinamarquês [[Gustavus Detlef Hinrichs|Gustavus Hinrichs]] num sistema periódico em espiral baseado na massa atômica, espectro e similaridades químicas, que foi publicado em 1867. Seu trabalho foi considerado uma idiossincrasia, ostentosa e confusa o que pode ter limitado seu reconhecimento e aceitação.&amp;lt;ref&amp;gt;Scerri 2007, pp. 87, 92&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite journal | title =American forerunners of the periodic law | last =Kauffman | first = George B. |journal = Journal of Chemical Education | year = 1969 | pages = 128–135 (132)|volume=46|issue=3|month=March|doi = 10.1021/ed046p128}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A tabela periódica, segundo Mendeleev ==&lt;br /&gt;
[[Imagem:Periodic table of Lothar Meyer.JPG|thumb|esquerda|Tabela periódica de Lothar Meyer]]&lt;br /&gt;
O professor de química russo Dmitri Mendeleev e Meyer publicaram de forma independente tabelas periódicas em 1869 e 1870, respectivamente.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite journal|last=Mendelejew |first=Dimitri |year=1869 |title=Über die Beziehungen der Eigenschaften zu den Atomgewichten der Elemente |journal=Zeitschrift für Chemie |pages=405–406 |language=German}}&amp;lt;/ref&amp;gt; A tabela de Mendeleev foi a primeira versão enquanto a de Meyer foi uma versão expandida da tabela publicada em 1864.&amp;lt;ref&amp;gt;Venable, pp. 96–97; 100–102&amp;lt;/ref&amp;gt; Ambos construíram suas tabelas listando os elementos em linhas ou colunas ordenados pela massa atômica e começando uma nova coluna ou linha quando as características dos elementos começavam a se repetir.&amp;lt;ref&amp;gt;Ball, pp. 100–102&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O reconhecimento e aceitação da tabela de Mendeleev vieram de duas decisões que havia feito. A primeira foi deixar espaços na tabela que pareciam corresponder a um elemento que ainda não havia sido descoberto.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite book |author=Pullman, Bernard |title=The Atom in the History of Human Thought |publisher=Oxford University Press |year=1998 |page=227 |isbn=0-19-515040-6|others=Translated by Axel Reisinger}}&amp;lt;/ref&amp;gt; Ele não foi o primeiro químico a fazer isto, porém foi o primeiro a ser reconhecido como usando a tendência em sua tabela para predizer as propriedades dos elementos faltantes, tais como o [[Gálio]] e o [[Germânio]].&amp;lt;ref&amp;gt;Ball, p. 105&amp;lt;/ref&amp;gt; A segunda decisão foi ignorar ocasionalmente a ordem sugerida pelas massas atômicas e trocar elementos adjacentes, tais como o [[Telúrio]] e o [[Iodo]], para classificá-los corretamente nas famílias químicas. Com o desenvolvimento das teorias da estrutura atômica, parece que ele listou os elementos em ordem crescente de massa atômica ou número atômico de modo não intencional.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite book |title=The Periodic Kingdom |author=Atkins, P. W. |publisher=HarperCollins Publishers, Inc. |year=1995 |page=87|isbn=0-465-07265-8}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A descoberta do número atômico ==&lt;br /&gt;
No final século XIX houve um avanço significativo na [[teoria atômica]] com as descobertas dos [[Raios-X]] por [[Wilhelm Rontgen]] e da [[radioatividade]] natural por [[Henri Becquerel]] por volta de 1895. [[Frederick Soddy]] e [[Ernest Rutherford]] constataram que as emissões radioativas dos elementos resultavam em elementos químicos diferentes o que levou a conclusão de que a massa atômica não era uma propriedade do átomo adequada para indicar a periodicidade dos elementos químicos. Conforme demonstrado por Soddy, o mesmo elemento químico poderia ter uma massa atômica diferente, condição denominada como [[isótopo]]s.&amp;lt;ref name=&amp;quot;enciclopedia&amp;quot;/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1913, o cientista britânico [[Henry Moseley]] descobriu uma relação exata entre as linhas espectrais fora da região do visível com um número ordinal, denominado [[número atômico]], que posteriormente constatou-se ser o número de prótons do núcleo. Quando os átomos foram arranjados de acordo com o aumento do número atômico, as inconsistências existentes na tabela de Mendeleev desapareceram. Devido ao trabalho de Moseley, a tabela periódica moderna está baseada no número atômico dos elementos.&amp;lt;ref name=&amp;quot;enciclopedia&amp;quot;/&amp;gt;&amp;lt;ref name=&amp;quot;pt&amp;quot;/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== As últimas modificações ==&lt;br /&gt;
[[Imagem:ShortPT10b.png|thumb|esquerda|300px|Forma curta da tabela periódica, conforme originalmente publicada por Mendeleev, e atualizada com os elementos descobertos até 2012.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1871, Mendeleev publicou uma forma atualizada da tabela periódica, fornecendo informações detalhadas de suas previsões para os elementos que havia notado estarem faltando mas deveriam existir.&amp;lt;ref&amp;gt;Scerri 2007, p. 112&amp;lt;/ref&amp;gt; Estes espaços foram subsequentemente preenchidos conforme os químicos descobriram os elementos naturais que existiam.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite journal |last=Kaji |first=Masanori |year=2002 |title=D.I. Mendeleev&amp;#039;s Concept of Chemical Elements and the Principle of Chemistry |journal=Bull. Hist. Chem. |volume=27 |issue=1 |pages=4–16 |publisher=Tokyo Institute of Technology |doi= |url=http://www.scs.illinois.edu/~mainzv/HIST/awards/OPA%20Papers/2005-Kaji.pdf |accessdate=11 June 2012 }}&amp;lt;/ref&amp;gt; Com a descoberta do [[Argônio]] em 1894 por [[William Ramsay]] e [[Lord Rayleigh]], houve uma dificuldade em acomodar o novo elemento de acordo com a sua massa atômica na tabela periódica elaborada por Mendeleev. Devido a sua massa atômica ser superior a do Potássio, este deveria possuir as propriedades dos [[metais alcalinos]] todavia era inerte. Inicialmente, especulou-se que o gás poderia ser uma molécula triatômica ou diatômica, o que não foi comprovado experimentalmente. Finalmente, o elemento foi atribuído a um novo grupo, denominado [[gases nobres]], quando outros com as mesmas propriedades foram identificados.&amp;lt;ref&amp;gt;{{citar periódico|sobrenome=Scerri|nome=Eric R.|coautores=WORRALL, John|título=Prediction and the periodic table. Studies in History and Philosophy of Science Part A, |volume=32|edição=3|páginas=pp. 407-452|ano=2001}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por vezes é afirmado que o último elemento químico encontrado na natureza a ser descoberto foi o [[Frâncio]], referido por Mendeleev como &amp;#039;&amp;#039;eka-césio&amp;#039;&amp;#039;, em 1939.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite web |url=http://chemeducator.org/sbibs/s0010005/spapers/1050387gk.htm|title= Francium (Atomic Number 87), the Last Discovered Natural Element|author1=Adloff, Jean-Pierre |author2=Kaufman, George B. |date=25 September 2005 |publisher=The Chemical Educator |accessdate=26 March 2007}}&amp;lt;/ref&amp;gt; Entretanto, o [[Plutônio]], produzido sinteticamente em 1940, foi identificado em traços como um elemento natural em 1971,&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite journal |doi = 10.1038/234132a0|url=http://www.nature.com/nature/journal/v234/n5325/abs/234132a0.html |title= Detection of Plutonium-244 in Nature|journal = Nature |pages = 132–134 |year = 1971 |last1 = Hoffman |first1 = D. C. |last2 = Lawrence |first2 = F. O.|last3 = Mewherter |first3 = J. L. |last4 = Rourke |first4 = F. M. |volume = 234 |bibcode = 1971Natur.234..132H|issue=5325}}&amp;lt;/ref&amp;gt; e em 2011 foi descoberto que todos os elementos até o [[Califórnio]] podem ocorrer naturalmente como traços em minérios de [[Urânio]] através da captura de nêutrons e decaimento beta.&amp;lt;ref name=&amp;quot;emsley&amp;quot;&amp;gt;{{cite book|last=Emsley|first=John|title=Nature&amp;#039;s Building Blocks: An A-Z Guide to the Elements|edition=New|year=2011|publisher=Oxford University Press|location=New York, NY|isbn=978-0-19-960563-7}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O formato popular&amp;lt;ref&amp;gt;Gray, p.&amp;amp;nbsp; 12&amp;lt;/ref&amp;gt; da tabela periódica, também conhecido como forma comum ou padrão, é atribuído ao químico americano Horace Groves Deming. Em 1923, Deming publicou uma versão curta semelhante à de Mendeleev e uma média com dezoito colunas.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite book |last=Deming|first=Horace G|title=General chemistry: An elementary survey|year=1923 |publisher=J. Wiley &amp;amp; Sons |location=New York |pages =160, 165}}&amp;lt;/ref&amp;gt; A [[Merck Sharp and Dohme|Merck]] preparou um guia com a forma de 18 colunas de Deming em 1928 que foi amplamente distribuída nas escolas americanas. Por volta da década de 1930, a tabela estava aparecendo em livros-textos e enciclopédias de química. Esta tabela também foi distribuída por muitos anos pela &amp;#039;&amp;#039;Sargent-Welch Scientific Company&amp;#039;&amp;#039;.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite book |last1=Abraham|first1=M|last2=Coshow|first2=D|last3=Fix|first3=W|title=Periodicity:A source book module, version 1.0|publisher=Chemsource, Inc.|location=New York|page=3|url=http://dwb4.unl.edu/chem_source_pdf/PERD.pdf}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite journal|last=Emsley|first=J|title=Mendeleyev&amp;#039;s dream table|journal=New Scientist|date=7 March 1985|pages=32–36(36)}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite journal|last=Fluck|first=E|year=1988|title=New notations in the period table|journal=Pure &amp;amp; Applied Chemistry|volume=60|issue= 3|pages=431–436 (432)|doi=10.1351/pac198860030431}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o desenvolvimento das teorias da [[mecânica quântica]] da configuração dos elétrons dentro do átomo, ficou evidente que cada período (linha) na tabela correspondia a um preenchimento de [[nível eletrônico]] dos elétrons. Átomos maiores tinham mais subníveis, portanto as últimas tabelas exigiam períodos constantemente mais longos.&amp;lt;ref&amp;gt;Ball, p. 111&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Periodic table pt.svg|thumb|300px|direita|Formato popular, ou padrão, exibindo os elementos do bloco f abaixo da tabela.]]&lt;br /&gt;
Em 1945 o cientista americano [[Glenn Theodore Seaborg|Glenn Seaborg]] sugeriu que os elementos actinídeos estavam preenchendo um subnível f assim como os [[lantanídeos]]. Antes disso, acreditavam-se que os actinídeos formavam uma quarta linha do subnível d. Os colegas de Seaborg sugeriram que ele não publicasse uma sugestão tão radical pois poderia arruinar sua carreira. Entretanto, a sugestão de Seaborg estava correta e ele foi subsequentemente premiado com o prêmio Nobel de química em 1951 pelo seu trabalho na síntese dos elementos actinídeos.&amp;lt;ref&amp;gt;Scerri 2007, pp. 270‒71&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite book |last1=Masterton|first1=William L. |last2=Hurley|first2=Cecile N.|last3=Neth|first3=Edward J.|title=Chemistry: Principles and reactions|publisher=Brooks/Cole Cengage Learning|location=Belmont, CA|edition=7th|isbn=1111427100|page=173}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora pequenas quantidades dos [[elementos transurânicos]] ocorram naturalmente&amp;lt;ref name=&amp;quot;emsley&amp;quot;/&amp;gt;, todos eles foram descobertos em laboratórios. Suas produções expandiram a tabela periódica significativamente, o primeiro destes elementos foi o [[Neptúnio]] em 1939.&amp;lt;ref&amp;gt;Ball, p. 123&amp;lt;/ref&amp;gt; Por causa da maioria dos elementos transurânicos serem altamente instáveis e decaírem rapidamente, são de difícil detecção e caracterização quando são produzidos. Tem havido algumas controvérsias em relação à nomenclatura e alegações de descobertas concorrentes para alguns elementos, que exigem uma revisão independente para determinar qual parte tem prioridade, e portanto os direitos de nomear. Os nomes mais recentemente aceitos são o [[Fleróvio]] (número atômico 114) e o [[Livermório]] (número atômico 116), ambos nomeados em 31 de maio de 2012.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite journal |author=Barber, Robert C.; Karol, Paul J; Nakahara, Hiromichi; Vardaci, Emanuele; Vogt, Erich W. |title=Discovery of the elements with atomic numbers greater than or equal to 113 (IUPAC Technical Report) |doi=10.1351/PAC-REP-10-05-01 |journal=Pure Appl. Chem. |year=2011 |volume=83 |issue=7|page=1485}}&amp;lt;/ref&amp;gt;  Em 2010, uma colaboração russo-americana em [[Dubna]], alega ter sintetizado seis átomos do &amp;#039;&amp;#039;[[ununseptium]]&amp;#039;&amp;#039; (número atômico 117) que é a mais recente descoberta alegada.&amp;lt;ref name=E117&amp;gt;{{ru}} {{cite web|title=Эксперимент по синтезу 117-го элемента получает продолжение|trans_title=Experiment on sythesis of the 117th element is to be continued|url=http://www.jinr.ru/news_article.asp?n_id=1195&amp;amp;language=rus|year=2012|publisher=JINR}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ver também ==&lt;br /&gt;
* [[História da química]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{referências|col=2}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Bibliografia ==&lt;br /&gt;
* {{cite book |last=Ball |first=Philip |authorlink=Philip Ball |title=The Ingredients: A Guided Tour of the Elements |location=Oxford|publisher=Oxford University Press |year=2002 |isbn=0-19-284100-9}}&lt;br /&gt;
* {{cite book|last=Gray|first=Theodore|title=The Elements: A Visual Exploration of Every Known Atom in the Universe|year=2009|publisher=Black Dog &amp;amp; Leventhal Publishers|location=New York|isbn=978-1-57912-814-2}}&lt;br /&gt;
* {{cite book|last=Scerri |first=Eric|title=The periodic table: Its story and its significance|publisher=Oxford University Press|location=Oxford|year=2007|isbn=0-19-530573-6}}&lt;br /&gt;
* {{cite book |last=Scerri|first=Eric R.|title=The periodic table: A very short introduction|year=2011|publisher=Oxford University Press|location=Oxford|isbn=978-0199582495}}&lt;br /&gt;
* {{cite book|last=Scerri |first=Eric|title=La Table Periodica: Una breve introduccion|publisher=Alianza|Press|location=Madrid|year=2013|isbn=987-84-206-7461-2}}&lt;br /&gt;
* {{cite book |last=Venable|first=F P|title=The development of the periodic law|year=1896 |publisher=Chemical Publishing Company|location=Easton PA }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Portal3|Química}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{DEFAULTSORT:Historia Tabela Periodica}}&lt;br /&gt;
[[Categoria:História da química]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Tabela periódica]]&lt;br /&gt;
{{artigo bom}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Calimero0000</name></author>
	</entry>
</feed>