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	<title>Wikimotorpedia - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<updated>2026-06-02T19:54:32Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<id>https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?title=Paradoxo_dos_g%C3%AAmeos&amp;diff=5309</id>
		<title>Paradoxo dos gêmeos</title>
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		<updated>2013-04-22T17:42:47Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;177.15.64.163: /* Do enunciado */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Portal-filosofia}}&lt;br /&gt;
O &#039;&#039;&#039;Paradoxo dos Gêmeos&#039;&#039;&#039;, ou &#039;&#039;&#039;Paradoxo de Langevin&#039;&#039;&#039;, é um [[experimento mental]] envolvendo a [[dilatação temporal]], uma das consequências da [[Relatividade restrita]].&lt;br /&gt;
Nele, um homem que faz uma viagem ao espaço numa nave de grande velocidade, voltará em casa mais novo que seu gêmeo que ficou em Terra, movendo-se a velocidades cotidianas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Da dilatação temporal==&lt;br /&gt;
{{Ver artigo principal|[[Dilatação do tempo]]}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Relatividade restrita prevê que, dado um [[referencial inercial]] &#039;&#039;S&#039;&#039; e um outro referencial inercial &#039;&#039;S&#039; &#039;&#039; tal que &#039;&#039;S&#039; &#039;&#039; se move com velocidade constante &#039;&#039;v&#039;&#039; em relação a &#039;&#039;S&#039;&#039;, por meio de uma [[Transformação de Lorentz]] entre referenciais, encontramos a relação entre as coordenadas &#039;&#039;x,y,z&#039;&#039; e &#039;&#039;t&#039;&#039; do sistema &#039;&#039;S&#039;&#039; e as coordenadas &#039;&#039;x&#039;,y&#039;,z&#039; &#039;&#039; e &#039;&#039;t&#039; &#039;&#039; do sistema &#039;&#039;S&#039; &#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Usando a transformação de Lorentz para o tempo, obtemos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\Delta t=\frac{t&#039;-t_{0}&#039;}{\sqrt{1-v^{2}/c^{2}}}.&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como &#039;&#039;v&#039;&#039; é obrigatoriamente menor que &#039;&#039;c&#039;&#039;, temos que, para o corpo em movimento, o tempo corre mais lentamente do que para o corpo em repouso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Do enunciado==&lt;br /&gt;
Dois [[gêmeos]] &#039;&#039;A&#039;&#039; e &#039;&#039;B&#039;&#039; idênticos, estando o irmão &#039;&#039;A&#039;&#039; em uma nave espacial na qual ele viajará a uma velocidade muito próxima de &#039;&#039;c&#039;&#039; ([[velocidade da luz]]) - enquanto o outro, &#039;&#039;B&#039;&#039;, permanece em repouso na [[Terra]]. Para &#039;&#039;B&#039;&#039;, a nave está se movendo, e por conta disso ele pode afirmar que o tempo está correndo mais lentamente para seu irmão &#039;&#039;A&#039;&#039; que está na nave.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Analogamente, &#039;&#039;A&#039;&#039; vê a Terra se afastar, pelo que ele pode, da mesma forma, afirmar que o tempo corre mais lentamente para &#039;&#039;B&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Da solução==&lt;br /&gt;
Em primeiro lugar, o enunciado parte de uma premissa errada.&lt;br /&gt;
No quadro da [[relatividade restrita]], a simultaneidade de acontecimentos não é garantida entre referenciais movendo-se um em relação ao outro, logo, não faz sentido comparar o correr do tempo para o gêmeo &#039;&#039;A&#039;&#039; com o correr do tempo para o gêmeo &#039;&#039;B&#039;&#039; sem referir qual o referencial em que essa comparação está a ser feita. Por isso, concluímos que essa teoria é relativamente linear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que o gêmeo &#039;&#039;B&#039;&#039; pode afirmar é que o tempo corre mais lentamente para o seu irmão &#039;&#039;A&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;quando medido no seu referencial&#039;&#039;&#039; (de &#039;&#039;B&#039;&#039;). Do mesmo modo, o gêmeo &#039;&#039;A&#039;&#039; pode afirmar que o tempo corre mais lentamente para o seu irmão &#039;&#039;B&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;quando medido no seu referencial&#039;&#039;&#039; (de &#039;&#039;A&#039;&#039;). A situação dos dois gêmeos é simétrica enquanto cada qual estiver no seu [[referencial inercial]]. Lembrando que os efeitos relativísticos são sempre atribuídos ao outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas existe uma quebra de [[simetria]] fundamental no problema: somente o irmão &#039;&#039;B&#039;&#039; pode afirmar que esteve todo o tempo em um mesmo [[referencial inercial]], a Terra, enquanto que o irmão &#039;&#039;A&#039;&#039; saiu do referencial inercial Terra e foi para um referencial movendo-se a velocidade constante em relação ao primeiro; mais tarde, teve de inverter o sentido do movimento (outra mudança de referencial inercial) e, finalmente, abrandar e regressar ao referencial em que se encontrava à partida (uma terceira mudança de referencial inercial).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a comparação do correr do tempo pode ser feita no referencial inercial da Terra - que foi onde &#039;&#039;B&#039;&#039; sempre esteve e de onde &#039;&#039;A&#039;&#039; partiu e chegou - e conclui-se que &#039;&#039;B&#039;&#039; é mais velho do que &#039;&#039;A&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas mudanças de referencial inercial implicam uma [[aceleração]], e &#039;&#039;A&#039;&#039;, enquanto acelerado, encontra-se num referencial &#039;&#039;&#039;não-inercial&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Movimento acelerado=&lt;br /&gt;
Um grande mito é que não é possível se calcular acelerações na Relatividade Restrita, deixando a solução do paradoxo fora do escopo dessa teoria. No entanto isso não é verdade e é perfeitamente possível calcular o movimento de um corpo acelerado na Relatividade Restrita, permitindo calcular o movimento desse corpo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vamos calcular o movimento de uma partícula relativística submetida a um &#039;movimento uniformemente acelerado&#039;, ou seja, a cada instante, no referencial de repouso existe uma aceleração constante na direção &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt;, escrita como &amp;lt;math&amp;gt;\gamma_0&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiramente, observemos que no referencial &amp;quot;tangente&amp;quot; de repouso da partícula, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{d^2x^{\mu}}{d\tau^2}=&lt;br /&gt;
\left(&lt;br /&gt;
\begin{array}{c}&lt;br /&gt;
 0  \\&lt;br /&gt;
   \vec{\gamma}_0  &lt;br /&gt;
\end{array}&lt;br /&gt;
\right)&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para descobrir qual o o quadrivetor no referêncial de laboratório, fazemos uma transformação de Lorentz, e portanto:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{d^2x^{\mu}}{d\tau^2}=&lt;br /&gt;
\left(&lt;br /&gt;
\begin{array}{c}&lt;br /&gt;
 \frac{\vec{v}\cdot \vec{\gamma}_0}{c\sqrt{1-\frac{v^2}{c^2}}}  \\&lt;br /&gt;
   \frac{\vec{\gamma}_0}{\sqrt{1-\frac{v^2}{c^2}}}&lt;br /&gt;
\end{array}&lt;br /&gt;
\right)&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos também que &amp;lt;math&amp;gt;d\tau=dt\sqrt{1-\frac{v^2}{c^2}}&amp;lt;/math&amp;gt;, e podemos então chegar a uma equação para a quadrivelocidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{d}{dt}\left(\frac{dx^{\mu}}{d\tau}\right)=\frac{d}{dt}(u^{\mu})=\left(&lt;br /&gt;
\begin{array}{c}&lt;br /&gt;
 \frac{\vec{v}\cdot \vec{\gamma}_0}{c}  \\&lt;br /&gt;
  \vec{\gamma}_0&lt;br /&gt;
\end{array}&lt;br /&gt;
\right)&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembrando que as componentes espaciais do quadrivetor são &amp;lt;math&amp;gt;\vec{v}\gamma&amp;lt;/math&amp;gt;, e portanto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{d}{dt}\left(\frac{\vec{v}}{\sqrt{1-\frac{v^2}{c^2}}}\right)=\vec{\gamma}_0&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembrando que a particula se desloca na direção &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; e escolhendo a partícula em repouso em &amp;lt;math&amp;gt;t=0&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
v_z=\frac{\gamma_0t}{\sqrt{1-\frac{v^2}{c^2}}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora é só integrar novamente, e chegamos a&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
z=\sqrt{\frac{c^4}{\gamma_0^2}+c^2t^2}-\frac{c^2}{\gamma_0}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
* Rindler, W. &#039;&#039;Introduction to Special Relativity&#039;&#039;, (Oxford University Press, Oxford 1991).&lt;br /&gt;
{{Bom interwiki|de}}&lt;br /&gt;
{{Bom interwiki|es}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Relatividade]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Paradoxos|Gemeos]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Tempo]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Albert Einstein]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>177.15.64.163</name></author>
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